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Arte e Ciência

Para quem esteja de fora, Arte e Ciência podem parecer dois mundos distintos, com muito pouco em comum – o estúdio e o laboratório, um caótico e desorganizado e o outro limpo e altamente organizado. Mas como a maior parte das coisas na vida também neste caso nem tudo é preto e branco, existindo mais paralelos que inicialmente se imaginaria. A maior parte da investigação científica de hoje centra-se na escala microscópica, situada para além do olho humano, pelo que, para revelar este mundo microscópico, o cientista tornou-se altamente versátil na utilização de complexos processos de captação de imagem. Deste modo revelou muitas formas complexas e estruturas indispensáveis à Vida. Geralmente, é assumido que o artista lida mais com o mundo do visível através das figuras e do abstracto, mas o poder do trabalho também reside em revelar algo escondido – a expressão da resposta emocional ao objecto a ser observado.

Em séculos anteriores, cientistas e artistas trabalhavam frequentemente juntos para compreender todos os aspectos do mundo vivo e existiram indivíduos notáveis, desde Leonardo da Vinci a Ernest Haeckle, cujo conhecimento atravessava ambas as disciplinas. Devido aos rápidos avanços na tecnologia e a tendência para a grande especialização, surgiu no século XX um grande fosso entre as Artes e a Ciência, mas a recente realização do valor da colaboração fez surgir uma atitude iluminada que favorece a colaboração entre diferentes campos.
(Rob Kesseler, Artista residente, 2010)

O Instituto Gulbenkian Ciência (IGC) é uma das organizações internacionais que está a abrir caminho nesta nova área. Nesta página poderá ler sobre projectos e actividades de Ciência e Arte.

Os nossos projectos:
Morfogénese
Desenho: Entre Arte e Ciência
Ap-ARTES